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Nome sujo custa mais caro do que a dívida: a matemática que ninguém faz
Por Dr. Gustavo König · OAB/RS 122.326 · Direito bancário e tributário
Quem está negativado costuma olhar para um número só: o valor da dívida. Mas o custo real do nome sujo é outro, e é maior.
O que a negativação cobra de você todo mês
- Crédito negado ou juro dobrado: o score despenca e qualquer financiamento fica mais caro (quando sai);
- Portas fechadas: cartão, aluguel, parcelamento de fornecedor, às vezes até vaga de emprego em áreas que consultam CPF;
- A bola de neve: enquanto você adia, o juro composto trabalha. Uma dívida de R$ 8.000 a 12% ao mês passa de R$ 31.000 em um ano se nada for pago.
O plano racional, em três movimentos
- Separe as dívidas: prescritas (mais de 5 anos do vencimento: não se paga, se exclui), abusivas (juros acima dos tetos legais: se contesta) e negociáveis (se negocia com método);
- Estanque os vazamentos: teto de 100% no rotativo, 8% ao mês no cheque especial, fraudes de consignado. Cada abuso cortado é dinheiro que para de sangrar;
- Negocie triangulado: notificação formal + registro nos canais oficiais + proposta por escrito condicionada a termo de quitação e baixa das restrições. Quem negocia por telefone, sem registro, negocia na posição mais fraca que existe.
Dívida se resolve com método, não com vergonha. E o método cabe em qualquer bolso.
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Conteúdo informativo e educacional, em conformidade com o Provimento 205/2021 da OAB. Não constitui promessa de resultado nem parecer para caso concreto. Para análise individual, fale com um advogado.